Olá, terráqueos,
Escrever pra mim, é um ato de
coragem. Cada palavra, frase e pensamento revelam algo íntimo, algo que me
torna vulneráveis. No entanto, é exatamente nessa vulnerabilidade,
compartilhamento da minha vivência que encontro paixão.
Optei em escrever um blog, para
virar uma contadora de histórias, a guardiã de experiências e emoções. Ele é
meu espelho, tento ser autêntica, sincera, mesmo que isso me faça desnudar a
alma.
Nesses três meses de blog, a já
recebi mensagens questionando minha possível solidão. E fiquei refletindo sobre
a forma que venho escrevendo as minhas mensagens. A palavra solidão me dá a
sensação de um algo doloroso, uma ausência que “corrói”, algo que é imposto e
que clama por companhia.
Me vejo hoje, em um momento de conexão
comigo mesma, onde a alma encontra repouso e o coração escuta seu próprio
ritmo. Então, deixo registrado que escolho como definição – solitude – um espaço
sagrado que me permite descobrir o poder de amar.
Na solidão, contemplamos o
mistério da ausência, aquele espaço vazio onde a presença de um grande amor
parece ecoar mais intensamente. Na solitude, o amor verdadeiro nunca se apaga e
ganha novas formas de existir – voz, toque, olhar – vivos dentro do coração.
Amo minhas memórias, uma conexão
que me fortalece – uma palavra, um riso, o cotidiano. Não consigo me deixar só
com tanto. Seria como anular a minha experiência, mas ao mesmo tempo é
apreender a seguir e dar espaço para o novo.
Curiosamente ontem, no meu espaço
sagrado de solitude, ouvi na ausência, a voz de alguém muito espacial. Voz essa,
que começou a ocupar cada espaço dos meus pensamentos, consegui senti-lo
próximo.
Não se perca na inquietude, o amor
tem que nascer primeiro dentro de você, antes de buscar refúgio nos outros.
Com todo o meu amor,
Vênus 👽✌

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