Rompendo o Ciclo Vicioso

 


Meus queridos filhos da Terra,

Eu, Vênus, a Deusa do Amor, observando das alturas celestiais (e, claro, do meu divino trono de nuvens fofinhas), percebo que vocês, minhas adoráveis criaturas, enfrentam de forma complexa com críticas, especialmente quando está ligada à baixa autoestima.

Ahhh, as críticas...Vamos ser honestos, ninguém realmente gosta, mas receber críticas é uma parte inevitável da vida, seja no ambiente profissional, acadêmico ou pessoal. O problema é que soam como se alguém estivesse moldando nossos valores...E não tem jeito, achamos que é um ataque pessoal. Não conseguimos ter flexibilidade e pensar que o outro está tentando nos ajudar e evitar tropeçar na vida.

No entanto, a maneira como lidamos com essas críticas pode variar significativamente de pessoa para pessoa. Para muitos, a dificuldade em receber críticas está intimamente ligada à baixa autoestima. Entender essa relação é crucial para desenvolver resiliência emocional e melhorar a capacidade de crescer a partir do feedback.

Porque essas dificuldades estão frequentemente enraizadas em uma baixa autoestima. Quando tentamos refletir sobre a crítica, podemos com isso, suavizar esse fardo e com isso, cultivar uma relação mais amorosa com a gente. E vamos combinar, a autoestima é o solo fértil em que o amor-próprio floresce. Quando esse solo é pobre, as críticas, como tempestades, podem causar grandes danos.

A baixa autoestima muitas vezes se desenvolve a partir de experiências dolorosas, especialmente durante a infância, quando somos criticados de forma severa e provavelmente internalizamos essas vozes. Elas vão ecoando na mente por anos e com isso tudo fica mais doloroso e difícil de lidar.  

E somado as críticas, sem receber elogios e reconhecimento, duvidamos do nosso próprio valor e habilidades. E lá vamos nós para uma busca incessante pela validação externa.

Ás vezes, quando crianças somos até comparados de forma desfavorável e com isso, desenvolvem um sentimento de inadequação. E daí, cada crítica pode perdurar como uma lembrança de insegurança.

Para nos protegermos, acabamos reagindo de maneira defensiva, justificando-se ou contra-atacando, em vez de considerar a crítica de forma objetiva. Reforçamos mutuamente sem percebermos crítica e baixa autoestima. Como um ciclo vicioso.

Mas é possível quebrar esse ciclo e transformar essa relação. Primeiro, proponho que se pratique a autocompaixão, sendo gentis com nós mesmos – colecionar os nossos elogios próprios como figurinhas raras - Tratem-se com a mesma compreensão e paciência que ofereceriam a um amigo querido. Reconheçam que todos cometem erros. Depois a tentativa de superação, com muito bom humor e celebrando as pequenas vitórias.

Um bom caminho também, é buscar ajuda de terapeutas/conselheiros para guiá-los nessa jornada de descoberta. Não precisamos lidar com tudo isso como uma tragédia grega. Pode ser mais como uma comédia romântica onde, no final, você descobre que tem uma luz única, preciosa e se apaixona por si mesmo.

Vênus 💕

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